Encontros Internacionais de Poesia
Os Encontros Internacionais de Poesia pretendem revalorizar a poesia no actual contexto sociocultural, no âmbito da Sociedade da Informação e em plena Globalização alargada, infelizmente limitada na maior parte das vezes aos temas e assuntos geopolíticos e em especial económicos. O grande mercado em que se transformou o mundo não preenche, porém, a totalidade das nossas vidas.
Julgamos que a Poesia, como saber, bem como arte e estética, pode ser fundamental para a compreensão da interdependência a que os povos, as nações e as culturas estão hoje sujeitos, atendendo até ao risco ambiental a que nada ou ninguém escapam.
Acreditamos igualmente que a Poesia se configura sempre como um poderoso instrumento de conciliação e de maior compreensão do nosso lugar no mundo, quer como Natureza quer como Cultura.
É um imperialismo de gramáticos? O imperialismo dos gramáticos dura mais e vai mais fundo que o dos generais. É um imperialismo de poetas? Seja. A frase não é ridícula senão para quem defende o antigo imperialismo ridículo. O imperialismo de poetas dura e domina; o dos políticos passa e esquece, se o não lembrar o poeta que os cante. Dizemos Cromwell fez, Milton diz. E nos termos longínquos em que não houver já Inglaterra (porque a Inglaterra não tem a propriedade de ser eterna), não será Cromwell lembrado senão porque Milton a ele se refere num soneto. Com o fim da Inglaterra terá fim o que se pode supor a obra de Cromwell, ou aquela em que colaborou. Mas a poesia de Milton só terá fim quando o tiver o homem sobre a terra, ou a civilização inteira, e, mesmo então, quem sabe se terá fim.
Arquivo Pessoa
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