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Museus » Museu Etnográfico da Madeira
Informação Útil
Tutela: 
Direção Regional da Cultura

Morada: 
Rua de São Francisco n.º 24
9350-211 Ribeira Brava
Telefone: 
(351)291 952 598
Fax: 
(351)291 957 313
E-mail: 

Horário:
Aberto de Terça a Sexta das 9.30m às 17.00h
Sábado das 10.00h às 12.30m e das 13.30m às 17.30m
Encerrado ao Domingo, às Segundas-feiras e Feriados

Ingressos:
Normal: 3.00 €
3ª Idade: 1,50 €
Cartão-Jovem: 1,50 €
Grupos (+ de 6 pessoas): 2,50€ (p/pessoa)

Transportes:
Autocarros Carreiras: 4, 6, 7, 80, 107, 115, 127, 139, 146.
Via Rápida, Itinerário Funchal – Ribeira Brava.
 
   Museu Etnográfico
Fachada do solar de S. José, antes da recuperação Foto: arquivo DRC, início dos anos 80

No início do século XVII, o Convento de Santa Clara do Funchal, possuía o domínio direto de diversas propriedades no lugar da Ribeira Brava, uma casa térrea na antiga Rua da Bagaceira, denominação seiscentista da artéria onde hoje se situa o Museu Etnográfico da Madeira, foreira àquele convento, foi adquirida por Luís Gonçalves da Silva, capitão das ordenanças da Ribeira Brava, que casou, em 1682, com D. Antónia de Meneses.

O capitão Gonçalves da Silva, ampliou então a sua moradia, tendo-lhe acrescentado um piso e, na ilharga sul do prédio, mandou edificar, em 1710, uma capela dedicada ao patriarca São José, onde viria a ser sepultado. Ainda podemos observar, embora modificado, implantado no edifício onde se acha instalado o Museu Etnográfico, o portal da referida ermida.

Luís Gonçalves da Silva e sua mulher, por disposição testamentária, efetuada em 1716, instituíram um vínculo perpétuo imposto na casa onde residiram, em diversas fazendas e na própria capela de São José, o qual seria somente abolido em 1860.
Em 1853, José Maria Barreto, último administrador do vínculo de São José, converteu o arruinado solar numa unidade industrial, tendo para o efeito constituído uma sociedade com Jorge de Oliveira.

Foi então ali montado um engenho de moer cana-de-açúcar, de tração animal e um alambique de destilação de aguardente, em 1862, a sociedade fabril, com um novo sócio, o Pe. João António de Macedo Correia e Freitas, passou a utilizar energia hidráulica, instalando-se, nesse ano, uma roda motriz de madeira, servida por una levada, e um engenho de moer cana com três cilindros de ferro horizontais. Em, 1868, funcionavam também naquela fábrica dois moinhos de cereais.

Ocorreram depois, ao longo dos anos, sucessivas transações das quotas da empresa e, finalmente, em 1974, os herdeiros de João Romão Teixeira, proprietários do edifício, venderam-no à junta Geral do Distrito Autónomo do Funchal.

O Governo Regional da Madeira decidiu instalar no antigo engenho de aguardente da Ribeira Brava o Museu Etnográfico da Madeira, projetado pelo arquiteto João Francisco Caíres foi inaugurado em 15 de junho de 1996.

O Museu tem como vocação a investigação documentação, conservação e divulgação dos testemunhos da cultura tradicional madeirense. O acervo do Museu integra coleções que abrangem variados aspetos sociais, económicos e culturais do arquipélago da Madeira, sendo a etnografia a sua área de vocação.

A área de exposição permanente encontra-se organizada por temas: atividades produtivas (pesca, ciclos produtivos do vinho, dos cereais e do linho), transportes, unidades domésticas (cozinha e quarto de dormir) e comércio tradicional (mercearia).

SERVIÇOS EDUCATIVOS

A nível pedagógico a instituição procura dar a conhecer, de forma participativa o património etnográfico regional, promover a ligação escola/museu/comunidade, sensibilizar para a importância do conhecimento e preservação do património cultural, despertar o sentido crítico e a sensibilidade estética e incentivar o gosto pela descoberta.

Atividades previstas
Visitas orientadas para o 1º, 2º, 3º ciclos do ensino básico e secundário. Guia questionários, jogos e outras atividades divertidas tendo em conta os níveis diferentes de educação e para atender a interesses temáticos a partir da perspectiva de educação não-formal.

Informações e inscrições

As visitas guiadas devem ser previamente marcadas e ainda deve ser confirmada por telefone, fax ou e-mail. Os grupos devem ser acompanhados por um professor ou outro membro responsável. Cada grupo não deve exceder o número máximo de 25 alunos.

Atividade de atelier: Crianças dos 7 aos 12 anos

LOJA
O museu possui uma loja, com o mesmo horário de funcionamento. Neste espaço encontram-se à disposição do público as edições do Museu e outras edições de caráter cultural e peças de artesanato genuíno madeirense.
Exposição “Tosquias. Exposição de Fotografia de David Francisco”
Atividades Museu Etnográfico da Madeira
Local: Parque Temático da Madeira
Período: 5 de Abril a 30 de Junho
Projeto: Museu Etnográfico da Madeira
Texto: Lídia Goes Ferreira
Fotografia: David Francisco
Objetivos: Com a industrialização alteraram-se os hábitos e a economia rural e as atividades artesanais foram-se gradualmente extinguindo.
O vestuário sofreu profundas alterações e os tecidos importados relegaram para segundo plano as indústrias caseiras de produção de tecidos de linho e lã.
Em tempos idos a lã era uma das matérias-primas principais na confeção dos trajes da nossa região e as tosquias constituíam um acontecimento de grande importância na vida da população madeirense. Hoje, perderam o seu cunho original, mantendo-se, no entanto na memória daqueles que a viveram.
Conteúdos: Esta exposição consiste em imagens captadas pelo fotógrafo David Francisco, nos sítios de São Paulo e Fontes, Ribeira Brava, as quais constituem preciosos testemunhos de uma atividade tradicional que, praticamente desapareceu do nosso quotidiano rural.

 
 
Exposição e intervenção artística “FACES”
Atividades Museu Etnográfico da Madeira
Local: Sala de Exposições Temporárias do Museu
Período: 4 de Abril a 4 de Maio
Projeto: Fábia Gomes
Texto: Fábia Gomes
Fotografia: Florêncio Pereira
Objetivos: Exposição que surge como resultado do trabalho desenvolvido na disciplina de Educação Visual, sob a orientação do professor Bernardino Côrte, que mostra uma das fases de um conjunto de atividades do projeto “Engenh’ARTE”, propostas pela respetiva coordenadora, a professora Fábia Gomes.
Conteúdos Este projeto prima pelas parcerias quer interdisciplinares, quer institucionais, que se criaram para que os alunos pudessem ir à descoberta além do espaço físico ESCOLA.
Assim, os alunos das turmas C e E do 9º ano abraçaram este projeto, participaram numa visita de estudo, com o apoio do Município da Ribeira Brava, para conhecerem o “Museu da Baleia da Madeira”, no Caniçal, e apresentam nesta mostra várias pinturas (recriações dos retratos) dos baleeiros António Moniz e João dos Santos.
Posteriormente, e após a seleção das duas pinturas que irão representar a Escola Básica e Secundária Padre Manuel Álvares, no desafio “MARmórias” - concurso regional promovido pelo “Museu da Baleia da Madeira” (MBM), os alunos vencedores terão um mês para pintar as telas que se encontram em branco

 
 
“Artefactos em cana vieira: gaiolas e alçapões ”
Atividades Museu Etnográfico da Madeira
Local: Átrio do Museu
Período: 10 de Fevereiro a 11 de Agosto
Projeto: Projeto semestral “Acesso às coleções em Reserva”:
Texto Lídia Goes Ferreira e Fernando Libano
Fotografia Florêncio Pereira
Objetivos: Com o objetivo de proporcionar uma maior rotatividade das coleções do museu que não se encontram expostas ao público, o museu criou o projeto “Acesso às coleções em Reserva” sendo apresentada, semestralmente, uma nova temática no átrio da instituição.
Conteúdos: Neste semestre estará patente a Exposição “Artefactos em cana vieira: gaiolas e alçapões ”
Esta matéria-prima era utilizada antigamente na produção de inúmeros artefactos nomeadamente cestaria, brinquedos, instrumentos musicais e outros utensílios utilitários, como é o caso das tradicionais gaiolas e armadilhas para pássaros (alçapões ou gangorras) patentes nesta exposição.
A produção destes artefactos possui uma longa tradição na nossa Região. Antigamente, depois de confecionadas pelos artífices, as gaiolas eram transportadas com pássaros, até às feiras e mercados, onde eram comercializadas. Com a evolução tecnológica perderam grande parte do seu valor utilitário, o que quase levou à extinção desta atividade artesanal.

 
 
 
 
Destaques

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Conteúdos: Direção Regional da Cultura

 
 
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