Search
Entrar
Museus » Museu Quinta das Cruzes
Informação Útil
Tutela: 
Direção Regional da Cultura

Morada: 
Calçada do Pico, n.º 1
9000-206 Funchal
Telefone: 
(351) 291 740 670
Fax: 
(351) 291 741 384
E-mail: 
Website: 

Horário:
Aberto de Terça a Domingo das 10.00h-12.30m e das 14.00h-17.30m
Encerrado à Segunda-feira e Feriados.

Ingressos:
Normal: 3.00 €
3ª Idade: 1,50 €
Cartão-Jovem: 1,50 €
Grupos (+ de 6 pessoas): 2,50€ (p/pessoa)

Como chegar:
Autocarros: Carreira Eco
Acesso pedonal a partir do centro da cidade ou em táxis.
Requisição da sala e jardins:
 
A cedência e utilização da sala e jardins está sujeita ao pagamento da taxa nos termos da Portaria n.º 131/2012, de 25 de Outubro: (pdf) e mediante o preenchimento do formulário de requerimento de cedência e utilização de espaços: (word) 
 
Após preenchido, o requerimento deverá ser remetido por correio eletrónico para: mqc.drac.srt@gov-madeira.pt ou, em formato papel, no Museu Quinta das Cruzes, sito à Calçada do Pico, n.º 1, 9000-206 Funchal.
 
   Imagem
View looking up to Santa Luzia river - (Gravura, Londres, 1850)

A Quinta das Cruzes é uma das quintas com maior tradição histórica na baía do Funchal, ligada à família dos primeiros capitães donatários, que realizaram obras no final do século XV, início do século XVI. Uma pequena construção, começada por João Gonçalves Zarco (1425-1467 ?), foi aumentada por seu filho João Gonçalves da Câmara. Permaneceu na família Câmara até meados do século XVII, transitando por alianças matrimoniais, para a família Lomelino, até finais do século XIX.

A Quinta das Cruzes, está hoje harmonizada por grandes obras realizadas no século XVIII e XIX. Como muitas das antigas quintas madeirenses, possui, uma Capela, neste caso da evocação de Nossa Senhora da Piedade, concluída provavelmente em 1692. Ainda a casinha de prazer, onde se passavam tardes de lazer e se espreitava o mar e a rua, por onde chegavam as novidades.

Na tradição das quintas de recreio portuguesas, é sobretudo uma unidade de lazer e não agrícola, com grande jardim, onde se acumulavam espécies raras, trazidas dos vários cantos do mundo.

O Museu da Quinta das Cruzes abriu ao público em 1953, reunindo a coleção inicial de artes decorativas de César Filipe Gomes, um colecionador madeirense. Foi ao longo da sua história enriquecido com outras doações como a de João Wetzler. Como coleção aberta de artes decorativas portuguesas e europeias foi aumentada por várias doações e aquisições até aos dias de hoje.

Do conjunto, destaca-se a coleção de mobiliário e outros objetos de arte europeia, sobretudo inglesa, como consequência da forte presença desta comunidade ligada ao comércio do Vinho Madeira. Do conjunto, refiram-se peças de mobiliário dito Chippendale, ou um notável conjunto de pintura, desenho, aguarela e gravura de meados do século XVIII e sobretudo XIX, sobre a Madeira.

Deve notar-se ainda um conjunto significativo de mobiliário dito de caixa de açúcar, realizado na ilha, sob a influência direta do mobiliário português de meados do século XVII, utilizando para tal muitas das madeiras exóticas importadas sobretudo do Brasil, em que vinha embalado o açúcar para a produção local de uma forte indústria de doçaria e conservas, após a crise da produção açucareira madeirense, desde meados do século XVI.

Nas coleções, referência para a coleção de ourivesaria, com destaque para a salva com pé, portuguesa de finais do século XV, ou o Porta Paz, de início do século XVI. No Museu ainda uma coleção de joalharia portuguesa e europeia sobretudo dos séculos XVIII e XIX, ou um núcleo de glíptica, com entalhes romanos e modernos, assim como camafeus. Na cerâmica, destaque-se um conjunto de porcelana chinesa com exemplares desde o século XVI ao XVIII, ou da faiança portuguesa de meados do século XVII até ao século XIX.

No conjunto, ainda uma coleção de obras de arte indo-portuguesas e mais genericamente luso-orientais, com exemplares de Goa de meados do século XVII e XVIII, ou um contador Namban, japonês, de finais do século XVI.

Na escultura, destaque deve dar-se ao conjunto de figuras de presépio de barro, produzidas em Portugal sobretudo no século XVIII, com relevo para algumas de provável produção local na mesma época. Ainda referência deve fazer-se ao retábulo flamengo, da região de Bruxelas de finais do século XV.

O Museu possui uma coleção arqueológica e epigráfica, de peças provindas de demolições sobretudo do Funchal ao longo do século XIX e XX, de construções do século XVI ao XIX, integradas no jardim da Quinta numa montagem de sabor Romântico.
Pelo jardim, todo ele serpenteado por caminhos de calçada tipicamente madeirense de calhaus rolados, junto dos canteiros das flores ou em muros, somos surpreendidos por fontes e outros jogos de água, como o que conserva ainda frescos de meados do século XVIII.

Educação
O Museu possui serviços educativos com técnicos próprios de apoio ao trabalho de relacionamento com os vários públicos, crianças, jovens, terceira idade e com necessidades especiais.

Biblioteca

Possui acervo documental e bibliográfico de apoio ao estudo das coleções, história da Madeira e Museologia, sendo disponibilizado a investigadores, professores e alunos, para pesquisa de trabalhos académicos.

Loja

Na Portaria/Loja do Museu venda e distribuição de material informativo como boletins, roteiros, postais, cartazes, catálogos sobre o Museu, as suas coleções, ou eventos temporários. Ainda a venda de reproduções de algumas peças das coleções, ou de outros Museus da Região.
Cafetaria
O Museu possui nos seus jardins uma cafetaria esplanada de apoio aos visitantes.
Destaques

Get Adobe Flash player Install latest flash player if you can't see this gallery, or click here to see the html version.

Notícias

 

Conteúdos: Direção Regional da Cultura

 
 
Secretaria Regional do Turismo e Cultura / Direção Regional da Cultura